O Medo Part.1

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Você se encontra sozinho na sua casa a noite, quando se ouve um barulho, suas respiração aumenta, e seu coração dispara, os músculos ficam rígidos  Depois disso você percebe que não há nada de ruim, tudo volta ao normal.

Por apenas alguns segundos, você foi tomado pelo o medo. Agora o que causa esse medo? Como ele funciona? Vamos tentar entender quais são suas propriedades tanto físicas, quanto psicológicas. Descobrir como é causada e como evitar.



O que é o medo?

Pode ser visto como uma reação em cadeia que impulsiona estímulos dentro do nosso organismo, tais como aumento de frequência cardíaca; aceleração na respiração; enrijecimento dos músculos. Pode ser estimulado através de qualquer coisa.
A resposta do medo é totalmente autônoma  isto é, não temos controle algum de quando ela começa a entrar "funcionar", é uma função automática.

É função do medo nos proteger, e os impulsos são criados dentro do nosso cérebro  aonde mais de 100 bilhões de células nervosas formam uma rede que iniciam esta função automática.

Existindo algumas áreas do cérebro que trabalham mais quando o medo é sentido, estas são:


     _Tálamo  -aonde será enviados os dados recebidos (músculos, olhos, ouvidos, etc)
     _Córtex Sensorial - Interpreta os dados sensoriais
     _Hipocampo - armazena e busca memorias, criando um contexto na situação
     _Amígdala - decodifica emoções, determinando as ameaças armazenadas pelo o medo
     _Hipotálamo - ativa a reação de "luta ou fuga"

Sendo assim o processo se inicia com um estimulo assustador e termina com a reação aonde deve ser decidido o que é melhor, "lutar ou fugir".



Criando o Medo

O processo de criação do medo é dividido em dois caminhos a ser 'percorridos', um é o caminho baixo, aonde o processo é rápido e desordenado, enquanto o outro é o caminho alto, aonde leva mais tempo para se ter uma interpretação dos eventos. Ambos processos acontecem simultaneamente.

O caminho baixo, tende a não se arriscar. Se você ouve a portar dos fundos bater, pode passar por sua cabeça que é um ladrão, ou simplesmente o vento. É muito mais simples presumir que só foi o vento, do que um ladrão.

O processo dele se desenvolve mais ou menos da seguinte maneira, a porta batendo é o estimulo, após você ouvir o som e ver o movimento dela, o teu cérebro enviará dados ao tálamo. E neste ponto o tálamo não saberá se você corre perigo ou não, mas pela a duvida ele irá encaminhar a informação para a amígdala, que por sua vez, agirá para lhe proteger. Ela se comunicará com o hipotálamo que irá acionar uma reação de luta ou fuga.

Já o caminho alto é muito mais ponderado, refletindo sobre as possibilidades ele se torna um processo muito mais longo. Vamos tentar entender seguindo o mesmo exemplo da porta que bate.

Vamos direto para o tálamo, que diferentemente do processo anterior, agora enviará a informação primeiro ao córtex sensorial, que interpretará a situação, ele irá descobrir que existe mais de uma interpretação possível  e envia os dados ao hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo faz perguntas como: "Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está acontecendo que pode me indicar se isso é um ladrão ou efeito de um vento forte"? É função do hipocampo captar outros dados já enviados pelo o caminho alto, como ruídos externos e situações comuns, sabendo disso ele vai determinar o que provavelmente ocasionou a batida da porta. Só depois disso ele enviará outro sinal á amígdala dizendo que não há perigo. E o processo final se repete outra vez. 



Os dados sensoriais seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que você tem um ou dois momentos de medo antes de se acalmar.

Normalmente temos medo daquilo que a Natureza nos ensinou a temer. Psicólogos evolucionistas propõem a hipótese de que a maioria dos estímulos fóbicos tem a ver com objetos e situações que representavam eventual perigo para nossos ancestrais, como por exemplo: os animais ferozes, o escuro, os precipícios e a água. Tememos todos os estímulos de real ameaça à vida. O medo surge a cada situação nova, inesperada que interpretamos como um perigo. Todo mundo teme algo.

Independentemente do caminho as duas rações passaram pelo o hipotálamo. Essa parte do cérebro controla a reação de sobrevivência chamada de reação de luta ou fugaEm princípio, lutar pode ser uma reação positiva. Isso não quer dizer que fugir seja uma reação negativa. Tudo depende da situação e é preciso reconhecer os próprios limites. Na iminência de ameaça real à sua vida, o medo não é uma reação patológica, mas de proteção e autopreservação. O mesmo não acontece quando estamos sob o domínio do pânico e o medo passa a tomar conta de nossa consciência. Quando em pânico, a pessoa nem foge nem enfrenta, mas fica paralisada e sem controle. Nesses casos, deve-se buscar a sua origem para conseguir agir.

O medo é um reação instintiva que pode escapar a nossa vontade, porem podemos aprender a controlar ele. Assim o medo serve para nossa existência e controla-lo pode interferir na qualidade da sua vida.

Se voce possui algum medo irreal, algo fruto de fantasias ou desconforto, o melhor a se fazer é encarar ele, tentar descobrir formas de fazer com que ele deixe de existir, saber as causas deste medo também é de suma importância. Mesmo aprendendo a esquecer seus medos, sempre haverá pessoas com medos, pois está na nossa natureza como ser humano ter medo. 



Então, qual é o seu maior medo?

Parte final da postagem, se encontra aqui.

Vão pela sombra, Equipe Eutanásia.  

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